O briefing não é um mapa, é um ponto de partida

Direção Executiva
Vamos falar a sério? Há briefings que parecem enigmas enviados por fax em 2003.
“Queremos algo moderno, mas clássico. Jovem, mas maduro. Diferente, mas igual ao concorrente.” 

E nós, do lado da agência, olhamos para aquilo e pensamos: ok… por onde é que começamos?  A verdade é que o briefing foi criado para orientar, mas muitas vezes acaba por limitar. 
E se o tratarmos como um manual sagrado, o resultado será previsível e ninguém quer um projeto que pareça um formulário bem preenchido. 

A ilusão do briefing perfeito

Toda a gente quer acreditar no mito do briefing perfeito: aquele documento cristalino, com objetivos claros, público-alvo definido e referências inspiradoras. 
Mas aqui vai uma verdade inconveniente, esse briefing não existe.

O briefing perfeito é o que abre perguntas, não o que as fecha. 
Porque quando tudo está “demasiado definido”, o espaço para a criatividade evapora. 
E se o cliente soubesse exatamente o que queria, não precisava de uma agência criativa, precisava de um estúdio de produção. 

 

Porque “seguir o briefing” nem sempre é a melhor estratégia

Quantas vezes já ouviste alguém dizer: “O cliente pediu assim, nós apenas seguimos o briefing”? 
Pois. E quantas dessas campanhas ficaram na memória?

Seguir o briefing à risca pode parecer seguro, mas é o caminho mais rápido para o óbvio. 
O verdadeiro trabalho criativo começa quando o questionamos, quando olhamos para uma frase confusa e pensamos:
“O que é que o cliente queria dizer com isto?” 

Interpretar não é desobedecer; é compreender a intenção por trás das palavras. 
E é aí que nasce a diferença entre entregar “algo correto” e criar “algo marcante”.

O valor da conversa entre cliente e agência

Um bom briefing é uma conversa, não um ficheiro em PDF. 
É o momento em que o cliente explica o que sente, não apenas o que quer. 

Quando há diálogo, o briefing deixa de ser uma lista de tarefas e passa a ser uma construção conjunta. 
É ali, nas perguntas, nas hesitações e até nas contradições, que se encontra o ouro. 

As melhores ideias não aparecem no documento inicial, nascem entre um “e se…” e um “espera lá, isso faz sentido”. 
Por isso, em vez de pedir um briefing de 12 páginas, pede meia hora de conversa. 
Vai sair de lá com mais insights e menos PowerPoint. 

 

Projetos que melhoraram ao questionar o briefing

Quase todos os grandes projetos começam com um “isso não estava no briefing”. 
E ainda bem. 

Foi assim que campanhas ganharam vida própria, identidades visuais encontraram propósito e marcas descobriram o que realmente queriam comunicar. 
Porque, às vezes, o cliente pensa que precisa de um novo logótipo mas o que falta é uma nova história. 
Ou acredita que quer uma cor diferente, mas o problema é o posicionamento. 

Quando a agência questiona com empatia, o projeto cresce. 
Não porque contrariou o cliente, mas porque o ajudou a ver o que ele ainda não tinha visto. 

Como transformar um briefing confuso num ponto de partida criativo

Primeiro, respira. 
Depois, lê o briefing como quem lê entrelinhas. 

Procura intenções, não instruções. 
Substitui o “como é que eu faço isto?” por “porque é que isto importa?”. 
E se algo soar contraditório, não é erro é oportunidade para conversar. 

A criatividade não nasce de regras perfeitas, mas de interpretações inteligentes. 
O briefing é o ponto de partida; o destino constrói-se em conjunto. 

 

No fim, o briefing é só uma bússola (e o resto é café e conversa)

O briefing ajuda a orientar, mas não dita o caminho. 
É a conversa, a empatia e o instinto que transformam direções vagas em ideias com alma. 

Por isso, da próxima vez que receberes um briefing de 12 páginas, não te assustes. Lê, questiona, conversa, rabisca, discorda e só depois cria. 

Porque bons briefings fazem projetos certos. 
Mas boas conversas fazem projetos incríveis. 

Na DUDE, vivemos para essas conversas. 
Transformamos PDFs em parcerias, intenções em ideias e briefings confusos em projetos que respiram propósito.

Se quiseres ver o que acontece quando a criatividade não tem GPS, mas tem direção — let’s talk. ☕ 

 

Assinado: A equipa da DUDE — criativos fluentes em “briefing”, “estratégia”, “conversa” e “português com café.” ☕️

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